Povo na rua vai arrancar do Congresso o Fim da Escala 6×1 e a Redução da Jornada de Trabalho


Publicada dia 28/05/2026 12:32

A FACESP convocou e participou, com as Frentes e Centrais Sindicais, do ato que reuniu mais de 10 mil manifestantes no início da noite desta segunda (25), na Av. Paulista, a favor do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais. Esta pauta esteve inserida no Plebiscito de 2025 organizado pelo movimento sindical e apoiado nas bases pelos movimentos sociais e partidos progressistas. A consulta popular tinha três perguntas, se a população era a favor de: 1. Fim da Escala 6×1; 2. Redução da Jornada de Trabalho; e 3. Isenção do IR – Imposto de Renda para quem ganhava até 5 mil reais p/ mês (84% da população).

Em poucos meses foram coletados mais de 2 milhões de votos, registrando que mais de 95% da população eram a favor da 3 propostas, todas apoiadas pelo governo do Presidente Lula, tanto que o projeto enviado ao congresso, que tratava da isenção do IR foi aprovado em novembro/25 e passou a valer em fevereiro/26. Já a PEC do Fim da Escala 6×1 e a Redução da Jornada que foi relatada pelo deputado Leo Prates deve ser votada esta semana.

A proposta que significa uma maior humanização das relações trabalhistas sofre grande resistência dos setores bolsonaristas e empresariais no congresso. Estes setores, diante do grande apelo popular temem se colocar radicalmente contra, mas apresentam obstáculos para que a vitória dos trabalhadores seja imediata. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sugere o prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da PEC, onde o trabalhador passará a folgar dois dias por semana já no início da transição. Também neste prazo, a jornada seria reduzida de 44 para 42 horas semanais e só em 12 meses reduziria para 40 horas.

Vale lembrar que esta jornada de trabalho já dura 38 anos e os setores econômicos multiplicaram muitas vezes seus lucros, com o acréscimo de tecnologias, sem repassar nada aos trabalhadores. O trabalhador brasileiro trabalha muito e não tem tempo, sequer para a família, em comparação a outros países: Holanda (31 horas), Canadá (32 horas), Dinamarca (32 horas), Alemanha (34,2 horas) e França (35 horas). Seja pela escala, seja pela jornada, as elites brasileiras empresarial e econômica colocam o Brasil numa situação de atraso civilizacional e de super exploração do povo que vive do trabalho.

por Tonhão – Comunicação FACESP

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