Movimentos da região de M’ Boi Mirim pressionam pela Duplicação e Corredor de Ônibus em Canteiro Central
Publicada dia 13/05/2026 11:31
O Movimento pelo Direito a Moradia (MDM) e a Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo (FACESP) participaram de um ato pela duplicação da Estrada do M’Boi Mirim e pela chegada do Metrô ao Jardim Ângela, nesta sexta-feira (8), juntamente com o SOS Transporte M’ Boi Mirim, MTST e Fórum em Defesa da Vida, como forma de garantir que o projeto original que previa duas faixas de rolamento para carros e um corredor exclusivo no canteiro central seja mantido.

A concentração ocorreu na Estr. M’ Boi Mirim, altura do número 3159 – Vila Remo e seguiu em caminhada até a sede da Subprefeitura de M’Boi Mirim, causando lentidão no trânsito local durante o período da manhã, mas liberando o corredor de ônibus. Durante o percurso, faixas, bandeiras e cartazes expressavam para a população, a indignação cotidiana de trabalhadores que deixam parte de suas vidas dentro de um coletivo, por falta de uma obra viária que deveria estar concluída em 2022.

A mobilização faz parte de uma luta histórica da região e ocorreu no contexto de cobrança pela continuidade do projeto original que tinha sido apresentado pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem), já com licitação feita e orçamento aprovado de cerca de 400 milhões, oferecidos à prefeitura de São Paulo. Entretanto, em
março de 2026, a gestão Nunes chegou a anunciar a desistência do corredor de ônibus central, substituindo-o por faixas exclusivas, o que causou grande revolta da população e movimentos sociais.

Após pressão realizada nas audiências públicas, sobretudo, a do CEU Vila do Sol, em 28/04, pela Comissão de Trânsito da CMSP, o prefeito Ricardo Nunes anunciou o recuo e garantiu a manutenção do corredor de ônibus no canteiro central em parte do projeto (trechos 2 e 3), conforme reportado em abril de 2026. Vale dizer que a obra, agora, orçada em R$ 446 milhões deverá ser realizada entre a Prefeitura e o Governo de São Paulo e deverão entregar o trecho 1 (Itapecerica até Av. Funcionários Públicos) em setembro/26, e a obra inteira, até 2028.

A comissão que representou a manifestação, composta pela FACESP e as demais entidades foi recebida pela Subprefeita Flávia Santos e sua equipe: Joseane Possidonio – coordenadora de projetos e obras, e Osmar Dias dos Santos – SIURB. Como encaminhamento e propostas ficou: 1. Audiência com o prefeito Ricardo Nunes (para ouvir a palavra do prefeito sobre a manutenção do projeto original); 2. Atualização sobre os processos de desapropriação (trecho 1 e os novos 2 e 3), e 3. Agendamento de uma reunião com o secretário de transportes metropolitano (para analisar o projeto de extensão do Metrô até o Jd. Ângela).
por Tonhão – Comunicação FACESP














