Seminário da Campanha da Fraternidade convida movimentos para discutir Direito a Moradia


Publicada dia 03/02/2026 16:57

A partir do tema “Fraternidade e Moradia” e do lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a Igreja Católica convida comunidades, pastorais e grupos a refletirem sobre a dignidade da moradia como direito fundamental, iluminando a vivência da fé e da solidariedade. A falta de um teto digno não é apenas uma carência material, mas expressão concreta da exclusão social que nega a dignidade de filhos e filhas de Deus. Como afirmou São João Paulo II, a crise da habitação representa “uma das questões sociais mais graves da atualidade”,1 pois condensa deficiências econômicas, culturais e humanas profundas.

Com este espírito a CNBB convidou inúmeras entidades e movimentos de moradia para um seminário no último sábado (28), onde também reuniu a comunidade eclesiástica das pastorais, arquitetos e pesquisadores que juntos debateram os motivos de um problema que leva milhões de brasileiros a não alcançarem o direito constitucional a moradia. Essa provocação inicial foi feita por Ermínia Maricato que fez um histórico da questão fundiária no Brasil e seus impasses para conquista da Moradia.

A FACESP foi representada pelo companheiro Tonhão, que compôs a mesa dos movimentos, onde cada um ressaltava a atuação de sua entidade, e ele então falou da luta da FACESP na moradia e regularização fundiária feita em vários municípios, a luta pela saúde (onde usou o exemplo do Plano Municipal de Saúde do Governo Nunes, rejeitado pelo Conselho, a partir do relatório de um conselheiro da FACESP), da mobilidade urbana, da luta pela volta do passe do idoso e da resistência contra a privatização da SABESP.

A Campanha da Fraternidade oferece uma grande oportunidade de diálogo com pessoas que comumente os movimentos não alcançam para discutir o acesso a moradia e a reforma urbana com direito a cidade, conceito que entende a moradia para além de quatro paredes, incluindo o que está fora da casa, como: saúde, educação, cultura, saneamento, meio ambiente saudável, enfim, o “bem viver” que garanta qualidade de vida e reduza a disparidade na expectativa de vida que hoje alcança mais de 20 anos entre bairros ricos e pobres da Capital.

A FACESP também foi representada por vários diretores e lideranças como: Nice Couto, André Araújo, Nilda Neves, Maria do Carmo, Maria de Lurdes, Liana, Daiana, Cleide e Angeli, que participaram de vários grupos de discussão levando a opinião das entidades filiadas sobre despejos, direito a terra, especulação imobiliária, população em situação de rua, entre outros temas

por Tonhão – Comunicação FACESP

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