14 ANOS DAS COTAS E 21 ANOS DO PROUNI, O POVO NO PROJETO NACIONAL


Publicada dia 06/04/2026 16:53

Nesta terça (31), o Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, foi palco de um ato nacional em defesa das cotas raciais e políticas de ações afirmativas, bandeira do movimento negro e do PROUNI, conquistado pela luta da UNE – União Nacional dos Estudantes. Pensado entre os movimentos negro, estudantil, cursinhos populares e adesão dos movimentos sociais, o ato foi histórico, reunindo cerca de 20 mil pessoas.

Respondendo ao chamado, entidades anti-racistas como: UNEGRO, Uneafro, Convergência Negra e Coalizão Negra por Direitos, mobilizaram suas bases por todo Brasil para reivindicar a manutenção e ampliação desses direitos. “Nenhum país evoluiu sem antes investir em educação. Estamos com quase 400 anos de atraso. O Brasil foi o último país da América do Sul a ter uma universidade federal”, afirmou o presidente Lula durante o ato que marcou os 21 anos do Programa Universidade Para Todos (PROUNI) e os 14 anos da implementação da Lei de Cotas Raciais no ensino federal.

Também estavam ao lado do presidente outras autoridades do governo federal, como Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial; Geraldo Alckmin, vice-presidente; Camilo Santana, ministro da Educação; e Fernando Haddad (ex. ministro da educação), que deixou recentemente o Ministério da Fazenda. Leci Brandão e Orlando Silva, que representam muito bem a pauta da população negra no parlamento também estiveram presentes.

O evento foi marcou o anúncio de outras medidas na área da Educação. Uma delas, a criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), cujo objetivo é promover a integração da cultura Hip Hop como ferramenta didático-pedagógico, fortalecendo a implementação da Lei nº 10.639, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas.

Outro anúncio foi a ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que garante suporte técnico e financeiro para a preparação de vestibular à estudantes socialmente desfavorecidos. Ainda este ano, o número de cursinhos apoiados deve subir de 384 para 1200. O presidente também ressaltou a criação de novos Institutos Federais de Educação, que devem passar de 140 para 800. Além disso, foi assinado um decreto que muda a aplicação no Prouni: o estudante concorrerá primeiro às bolsas de ampla concorrência e, caso não passe, será destinado à concorrência nas vagas de políticas afirmativas. A mudança visa diminuir a disputa acirrada das vagas reservadas.

A FACESP, através de suas entidades comunitárias filiadas também esteve no evento, mobilizando um ônibus da região do Capão Redondo, Capital, e um diretor de Itaquaquecetuba (Tadeu), compreendendo que sua base nas comunidades é formada por pretos e pardos, e portanto, democratizar a educação técnica e superior é valorizar uma larga faixa da população que durante muito tempo esteve invisibilizada.

por Tonhão – Comunicação FACESP

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