8M – Mulheres vão às ruas lutar por suas vidas!
Publicada dia 09/03/2026 18:24
Apesar da persistente chuva que caiu na tarde deste domingo (8), milhares de mulheres se reuniram na Paulista, no ato que marca o Dia Internacional da Mulher. Na capital paulista, elas se concentraram no MASP e depois saíram em caminhada até a Praça Roosevelt. Numa mão a sombrinha, noutra a faixa ou cartaz que pediam pelo fim da violência contra as mulheres no país. Várias outras cidades brasileiras também realizaram manifestações nesta data.

Durante o ato na Avenida Paulista, nominado “Em Defesa da Vida das Mulheres”, elas também fizeram algumas intervenções independentes. Em uma delas, posicionaram diversos sapatos femininos pela avenida, representando vítimas de feminicídio do país, e a Secretaria de Mulheres do PCdoB Capital encenou um funeral representando sobretudo mulheres e crianças assassinadas pelas bombas dos EUA e Israel, no Irã.

Só no estado de São Paulo, foram mortas 270 mulheres em 2025, alta de 96,4% na comparação com 2021. Esse foi um número recorde de feminicídios desde que teve início a série histórica, em 2018. Por isso para as ativista, problemas como a violência contra as mulheres estão relacionados à falta de garantia de direitos e omissão do governo paulista por não dotar o Estado de políticas públicas efetivas e permanentes.

A desigualdade brasileira é marcada pelo fator de gênero e racial. Os dados de renda média mostram uma hierarquia clara no país. Homens brancos recebem em média R$ 2.598 por mês, enquanto mulheres brancas recebem R$ 2.439. Entre homens pretos ou pardos, a renda média cai para R$ 1.397, e entre mulheres pretas ou pardas chega ao menor patamar, com R$ 1.281. A pesquisa revela que mulheres negras estão no menor patamar de renda. (Oxfam)

A diretora da FACESP, Nilda Neves, que esteve no ato, disse: “é necessário um conjunto de coisas para acabar com o feminicídio: leis duras, rede de proteção às mulheres, educação sobre gênero nas escolas e na área da saúde, fim da jornada 6×1 (que limita a vida feminina) e atenção às obras de combate a desastres climáticos que em geral atingem mulheres pobres e negras que vivem nas periferias.

por Tonhão – Comunicação FACESP












