FACESP Celebra Vitória nas Eleições do Conselho Municipal de Saúde, no segmento Social Comunitário


Publicada dia 02/07/2026 10:44

Em um “gol de placa” para a democracia participativa, o movimento social comunitário realizou no último sábado (29) sua plenária eleitoral para compor o Conselho Municipal de Saúde de São Paulo (CMS-SP). O pleito elegeu as 10 cadeiras (5 titulares e 5 suplentes) que representarão o segmento no biênio 2026-2028, reforçando o compromisso com o fortalecimento do SUS na capital. A chapa única, construída pela FACESP e pela CMP, garantiu a representatividade do controle social no colegiado, que conta com 32 conselheiros titulares e igual número de suplentes, respeitando a paridade prevista na Lei Federal nº 8.142/1990 e na Resolução nº 453/2012.

O encontro reuniu dezenas de entidades que atuam em defesa do meio ambiente, moradia, regularização fundiária, habitação e saneamento, fortalecendo a intersetorialidade e a compreensão de que a saúde plena passa por condições dignas de vida e território. “A plenária transcorreu num clima de muita unidade e amplitude, trazendo diversidade política para dentro do Conselho, por meio de debate democrático e compromisso inviolável com o SUS e o povo paulistano”, destacou Francisco Freitas, Diretor de Saúde da FACESP.

O Papel Estratégico do Controle Social

O CMS-SP é reconhecido como um dos mais ativos do Brasil, com caráter deliberativo e papel fundamental na fiscalização e proposição de políticas públicas. Neste mandato, a nova composição de conselheiros do movimento social comunitário ficou assim definida: 2 titulares e 3 suplentes da FACESP e 3 titulares e 2 suplentes da CMP, que, juntos, ocuparão espaços estratégicos na Executiva e nas Comissões Temáticas, garantindo voz às periferias e aos usuários do SUS. “Ser eleito conselheiro é um verdadeiro desafio, já que a assistência à saúde, em especial nas periferias, está um desastre. Cabe ao controle social debater e propor políticas, cobrando da gestão as devidas melhorias”, afirmou Freitas.

O novo mandato começa em momento crítico. A FACESP tem atuado no CMS e denunciado o sucateamento e a privatização do SUS via Organizações Sociais (OSs), uma artimanha do Prefeito Ricardo Nunes para entregar a saúde pública ao capital privado.

SUS: Maior Programa de Inclusão Social do Brasil

A eleição reafirma o SUS como o maior programa de inclusão social do país, e o movimento social comunitário se coloca na linha de frente em defesa da equidade, universalidade e integralidade. “O SUS é nosso, ninguém tira da gente. Direito conquistado não se compra e não se vende!”, esse é o nosso lema.

Desafios e Compromissos para o Biênio

O mandato 2026-2028 será marcado por intensa fiscalização e proposição de políticas para melhorar a assistência à população, diante do subfinanciamento crônico e da necessidade de ampliação do acesso nas periferias, por isso “a FACESP estará na linha de frente, nas trincheiras, defendendo a equidade, a universalidade e a integralidade!”, reafirmou Freitas.

Pela FACESP, foram eleitos:
Gabriel Mota – Associação Ambiental e Habitacional João de Barro;
Claudio Cobos – Associação Comunitária Rosa Luxemburgo;
Manuela Machado – Associação de Mulheres Unidas Venceremos;
Jonas Marssaro – Movimento pelo Direito à Moradia (MDM);
Sandra – União Brasileira de Mulheres (UBM).

A próxima etapa é ocupar as comissões e articular com os demais segmentos para construir uma agenda que priorize a saúde como direito fundamental, unindo saúde, moradia, meio ambiente e justiça social. A FACESP agradece a todas as entidades que enviaram seus representantes para fortalecer a nossa Luta em defesa do SUS.

Francisco Freitas
Diretor de Saúde da FACESP

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