Centrais protestam contra os juros em frente o BC e Movimentos Sociais exigem o Fim da Carestia
Publicada dia 20/03/2025 16:37
A FACESP que integra a Campanha Contra a Carestia participou nesta terça-feira (18) de um protesto promovido por centrais, e que ocorreu em diversas cidades do país pedindo a redução da taxa básica de juros (Selic). Em São Paulo, o ato aconteceu em frente à sede do Banco Central, na Paulista, e reuniu centenas de pessoas, a maior parte representante de sindicatos, que usualmente se manifestam quando o BC anuncia que haverá aumento de juros.

Para Lídia Corrêa que é da coordenação da Campanha Contra a Carestia “nada justifica que o Brasil alimente 800 milhões de pessoas pelo mundo afora e deixe faltar comida na mesa dos brasileiros, enquanto o agronegócio bate recorde de produção, com empréstimos públicos, e enche o bolso de dólares, às custas da insegurança alimentar dos brasileiros.

O movimento social deu uma cara mais popular ao protesto sindical, trazendo lideranças de movimentos de moradia, associações de moradores, entidades feministas e do movimento estudantil. Entre estas entidades estavam, além da FACESP, a UMES, UBM, FMP, MDM e várias associações de bairro. Todos concordam com a pauta sindical e a baixa dos juros, mas acrescentaram que se deve ampliar os estoques dos alimentos e controlar seus preços, e por isso também trouxeram as panelas e gritaram: “Abaixo a Carestia que a Panela está Vazia!!”

O Dia Nacional de Mobilização Contra os Juros e por Mais Empregos contou com a participação da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Força Sindical, CUT – Central Única dos Trabalhadores, CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros, UGT – União Geral dos Trabalhadores, Intersindical e da NTST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores, mas apesar de toda pressão, o COPOM – Comitê de Politica Monetária aumentou os juros de 13,25% para 14,25%, fazendo a festa dos banqueiros.

Para Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, “O objetivo principal desse ato era exatamente criticar a possibilidade de mais uma alta na taxa de juros, a taxa básica Selic, que já se encontra em 13,25%. Lamentavelmente o Banco Central age como o mordomo da [avenida] Faria Lima, ou seja, o Brasil virou o paraíso do rentismo. Hoje o país pratica a maior taxa de juros do planeta. E isso sugere que há uma insensatez. Não há razões para o Banco Central, o Comitê de Política Monetária, agir como garçom dos banqueiros, do capital especulativo e do rentismo. É preciso que a gente sinalize uma nova possibilidade. O mundo todo indica que a melhor resposta para sair da recessão é exatamente baixar juros”.

por Tonhão – Comunicação FACESP