Ato no centro de SP defende conquistas históricas e a luta pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho
Publicada dia 05/05/2026 11:43
Centrais sindicais e movimentos sociais se manifestaram nesta sexta, no 1º de Maio – Dia Internacional da Classe Trabalhadora, na Praça Roosevelt, centro, para defender a aprovação do fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, e por medidas que enfrentem o feminicídio no país. Os sindicalistas e ativistas sociais pretendiam realizar este ato na Av. Paulista, mas a PM, através de manobras, privilegiou grupelhos bolsonaristas, para impedir o ato dos trabalhadores.

De qualquer modo a “Roosevelt” foi o palco de uma grande manifestação que trouxe uma grande diversidade de atores sociais e políticos como o Movimento VAT – Vida Além do Trabalho, Movimentos: feministas, negro, LGBTs, comunitário, moradia, estudantíl, cultural entre tantos outros. Apesar da dispersão entre as centrais, a CTB e a Intersindical conseguiram unificar e fazer um ato politizado, com alegria, e que mobilizou as pessoas para o principal embate deste ano, que são as eleições.

Tonhão representou a FACESP, que também esteve na organização do ato, dizendo: “esse é um dia histórico para classe trabalhadora que constrói cidades, que muitas vezes não são democráticas, que impõe a violência sobre a juventude negra e que mata todo dia, uma mulher no estado de SP, e contudo é a cidade onde nós da classe trabalhadora, exigimos a aprovação do fim da escala 6×1, e sem a compensação para os empresários, como quer Nikolas Ferreira, representante da burguesia brasileira, que quer dar com uma mão e tomar com a outra, e isso nós não aceitamos!…”

O conjunto dos movimentos também ressaltou a importância da aprovação da Isençao do IR para quem ganha até 5 mil reais, em fevereiro deste ano, e o envio ao Congresso, pelo governo Lula, dos projetos pelo Fim da Escala 6×1 e a Redução da Jornada de Trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. A preocupação com o trabalho dos APPs e a pejotização também foi levantada por precarizar ainda mais as condições de trabalhadores e trabalhadoras, ao mesmo tempo que tentar desvalorizar o trabalho formal, via CLT.

Vários diretores da FACESP e suas lideranças também estiveram no ato, entre elas: Francisco Freitas, Fábio Chagas, Victor, Cássia, Índio, Rogério DJ, Edna e outros que representaram a entidade levando a pauta que afeta muito as comunidades, onde as pessoas não tem tempo para fazer seu trabalho comunitário ou passar tempo com suas famílias, amigos, ir a igreja ou descansar. A jornada 6×1 sacrifica e adoece o povo, e por isso deve ter seu fim no Congresso Nacional para que os trabalhadores vivam mais e melhor, e com dignidade.
por Tonhão – Comunicação FACESP










