Ato de movimentos sociais mantém viva a memória do 8/1 e defendem manutenção do veto de Lula ao projeto da dosimetria
Publicada dia 09/01/2026 13:18
A tentativa de golpe de estado no 8/1/23 foi rememorada pelo 3º ano, nesta quinta, no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, em protesto contra o PL da Dosimetria, vetado na manhã do mesmo dia pelo presidente Lula, em uma cerimônia no Palácio do Planalto, que teve do lado de fora a participação de milhares de pessoas mobilizadas por movimentos sociais. Os atos aconteceram na data em que se completaram três anos da invasão à sede dos três Poderes.

O ato convocado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e grupo Prerrogativas teve a participação de mais 40 entidades, entre elas a FACESP, que organizaram um manifesto, lido pela presidente do C.A., cujo texto defende que a data seja vista como um dia de vitória e da memória da democracia brasileira, ao mesmo tempo que redobra as atenções contra qualquer ameaça interna ou externa ao Estado Democrático de Direito brasileiro e a soberania nacional”, afirma o documento.

As lideranças que estiveram no ato reiteraram a posição contrária a iniciativas para perdoar ou mesmo minimizar as penas dos condenados pela trama golpista. Eles gritavam a todo instante “sem anistia” e pediam para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tirar as mãos da Venezuela e da América Latina.

O ator Paulo Betti foi o mestre de cerimônias e também opinou “Não podemos permitir que a direita derrube o veto do PL da Dosimetria e para isso temos que nos preocupar a eleger deputados e senadores que tenham compromisso com a democracia do Brasil”, disse ele, na tribuna.

“Para variar”, um grupelho de extrema direita entrou no salão, fazendo provocações e causando um princípio de tumulto no local. Foram expulsos para fora da universidade e do lado de fora parlamentares fascistas e sua pequena milícia tentaram agredir os manifestantes que estavam no ato. Como sempre, o objetivo dos desocupados é fazer vídeos para internet, se auto vitimando.

Estiveram na mesa dirigentes dos Partidos: PCdoB, PT, Psol, Rede, PV, além de Genoino e do Além dele; estiveram presentes José Genoíno, ex-presidente do PT, e o cientista e deputado federal Ricardo Galvão (Rede), ex-diretor do Inpe, que enfrentou o negacionismo do governo Jair Bolsonaro.
por Tonhão – Comunicação FACESP








